Treino em meio ao caos

Sem poder treinar com os companheiros, Anderson Rodrigues e Daniel Silva seguem se cuidando e focados nas Paralimpíadas.

Os atletas do IPP Brasil e da Seleção Brasileira de vôlei sentado, Anderson Rodrigues e Daniel Silva, mesmo com a pandemia do Coronavírus, não perdem o foco em Tóquio. Tomando todos os cuidados, os dois seguem se preparando física, técnica e psicologicamente para o retorno as quadras.

Após o início da quarentena, grande parte dos atletas teve que parar e se reinventar nos treinos, além dos cuidados que devem tomar para que a perda física e técnica seja a menor possível.

Daniel Silva, capitão do IPP Brasil e levantador da Seleção Brasileira acredita que manter o cuidado com o psicológico é essencial. “Na parte física estou voltando agora a me movimentar. Já na técnica estou totalmente parado, mas estou focado desde o começo da Pandemia na parte psicológica que acredito ser a mais importante no momento, manter a sanidade mental”. Sorriu.

Já Anderson Rodrigues, que também é titular do IPP Brasil e um dos principais destaques da Seleção que conquistou medalha de ouro no último Parapanamericano, disputado em Lima no Peru, a preocupação com a família e o cancelamento dos jogos mudaram a forma de trabalho, mas a cabeça segue focada nas Paralimpíadas.

“Com relação aos cuidados tem que ter, usar a máscara, álcool em gel e tomar todo o cuidado possível para  evitar a transmissão do vírus para a família, pois sou eu que saio para trabalhar enquanto eles ficam em casa se cuidando.  Quanto aos treinos, o psicológico tá bem complicado, se manter em auto nível não é fácil e esses cancelamentos dos jogos me deixaram  bem abalado. Como é a minha primeira Paralimpíada, eu penso muitas coisas: Será que vou me manter no nível? Eu tentei trinar em casa, mas era só pra me manter ativo e isso acaba atrapalhando todo o desenvolvimento,  principalmente massa muscular”. Coloca o atleta.

Uma dúvida que fica na cabeça das pessoas é de saber como os atletas que disputam competições internacionais, como por exemplo, a Paralimpíada, como eles estão vendo esse momento e como eles se preparam para passar por essa fase. Para Daniel, a saúde e a segurança das pessoas vem em primeiro lugar.

“Tenho procurado não pensar muito nisso até então , pois acredito que devemos ter em primeiro lugar, segurança para todos envolvidos nos jogos. Acredito que quando tivermos retomando uma vida quase normal, vou naturalmente voltar a me focar nos jogos e treinar como nunca para buscar uma medalha”. Destacou.

Anderson conta que vem mantendo contato com seus treinadores, tanto do IPP quanto da seleção, e fala sobre como o técnico da Seleção Brasileira tem trabalhado os atletas. “Na verdade temos um grupo onde o nosso treinador manda várias atividades para nos manter ativos. A questão é que todos os atletas estão sofrendo, não serve de consolo, mas a gente sabe da dificuldade  que cada um está passando. Tudo é novo, a gente passa a imaginar como seria. Então penso como eu iria pra uma competição tão importante. O ouro no Parapan me deixa animado e como eu já venho em uma boa caminhada,  me sinto muito preparado pro ano que vem sim”. Afirmou.

Anderson e Daniel são otimistas, então resolveram deixar uma mensagem de incentivo e de positivismo pra todos. “Minha mensagem é que cada um se cuide, tome os devidos cuidados, tenham consciência em usar a máscara e álcool gel, distanciamento, evitar aglomerações, que assim que a situação for melhorando voltaremos com tudo , mais forte do que nunca”. Finalizou Daniel.

“Seguimos esperando um mundo melhor, que as coisas aconteçam gradativamente e que esse período ruim passe e que seja um ano produtivo pra todos, que volte a esperança no mundo”. Completou Anderson. Os dois atletas seguem tomando os devidos cuidados relacionados a pandemia e no aguardo dos órgãos responsáveis a liberação para que eles voltem aos treinos com os companheiros. Para aí sim recuperar a forma e representar o Brasil em mais uma Paralimpíada em busca do tão esperado ouro no vôlei sentado.

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