Categoria de vôlei para deficientes vem crescendo no Brasil

No último Mundial de Vôlei  Paraolímpico na Holanda deste ano a seleção brasileira trouxe pra casa o bronze, Ganhando sua primeira medalha em mundiais em 2014, quando foi vice-campeã.

Hoje o esporte praticado em mais de 50 países vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil, com a criação de pelo menos um time por estado. O Paraná destaque na formação de atletas Paraolímpicos, com 6 grandes times e jogadores convocados para seleção Brasileira no Mundial, sendo eles 2 do IPP Brasil, pioneiros com os maiores títulos do sul do país.

Segundo o atleta do IPP Brasil, convocado 3 vezes para seleção brasileira Daniel Jorge da Silva o principal campeonato do esporte é o campeonato brasileiro que acontece em 3 fases durante o ano, intercalado por competições estaduais que também servem de preparação. “ Durante todos os campeonatos onde participamos recebemos todo apoio do município pela lei de incentivo ao atleta, e recebemos uma bolsa auxílio que nos incentiva.”coloca o atleta.

Os atletas desse esporte são classificados de acordo com sua deficiência sendo ela amputados e les autres. Para amputados, são nove classes básicas baseadas nos seguintes códigos:

AK – Acima ou através da articulação do joelho (above knee)

BK– Abaixo do joelho, mas através ou acima da articulação tálus-calcanear (below knee)

AE– Acima ou através da articulação do cotovelo (above elbow)

BE– Abaixo do cotovelo, mas através ou acima da articulação do pulso (below elbow)

Classe A1, Duplo AK, Classe A2, AK Simples, Classe A3, Duplo BK, Classe A4, BK Simples, Classe A5, Duplo AE, Classe A6, AE Simples, Classe A7, Duplo BE, Classe A8, BE Simples, Classe A9

Amputações combinadas de membros inferiores e superiores

Em les autres são enquadradas pessoas com alguma deficiência locomotora. Atletas pertencentes a categorias de amputados, paralisados cerebrais ou afetados na medula espinhal (paratetra-pólio) podem participar de alguns eventos pela classificação les autres.

No Brasil a entidade responsável por coordenar e organizar é a confederação brasileira de vôlei para deficiente (CBVD), filiada ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e reconhecida pela World Paravolley (WPV) como entidade máxima de organização do voleibol para pessoas com deficiência no país.

A Lei de Incentivo ao Esporte – Lei 11.438/2006 – permite que empresas e pessoas físicas invistam parte do que pagariam de Imposto de Renda em projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. As empresas podem investir até 1% desse valor e as pessoas físicas, até 6% do imposto devido.

Outras leis que amparam e garante a bolsa auxílio são LEI No 10.891, DE 9 DE JULHO DE 2004. E A LEI Nº 9.615, DE 24 DE MARÇO DE 1998, também conhecida como Lei Pelé.

O campeão Mundial completa explicando a importância do esporte em sua vida ”O esporte é  minha vida, agregou demais. Sou quem sou hoje devido ao esporte, sou uma pessoa muito melhor por causa do esporte” nos conta Daniel.

O vôlei sentado é um esportes originário da Alemanha, também conhecido como”Sitzball”, que junto com algumas regras do vôlei em pé, se tornou um esporte adaptado para deficientes. A modalidade que chegou no Brasil em 2002, pelo professor Ronaldo Gonçalves de Oliveira na região de São Paulo, existia desde 1967 na Holanda.

 

 

 

 

 

 

 

Share Button
Empresas Parceiras
Unilehu